Eu... Uma rapariga... No meio de tantas outras... Que chora, que ri demasiado alto, que diz parvoíces, que tem medo, que sente saudades, que já foi traída, que não se sente amada, que fala demasiado alto, que sai á rua com o cabelo todo despenteado, que nem sempre toma as decisões mais acertadas, que tropeça em objectos invisíveis e que se ri, quando cai, que tem amores platónicos e que sonha em um dia em concretizar todos os seus sonhos... Sim, essa sou eu. Mas, nem tudo o que escrevi me caracteriza realmente... Todas, ou a maior parte, das raparigas é assim. Eu sou e não sou como todas elas. Na maior parte das vezes, o que me caracteriza é a
dor e a
solidão, por vezes, nem consigo dizer o que sinto. Por vezes, sinto-me confusa com todos os sentimentos que me rodeiam e não consigo dizer o que sinto, não o consigo demonstrar. Eu era aquela rapariga que dizia "amo-te" a toda a gente, era aquela rapariga que ria por tudo e por nada, era aquela rapariga que acreditava e confiava em todos. Pois... era, agora não.
Mudei, cresci e agora sou diferente. Algumas pessoas fizeram-me
crescer, da
pior maneira possível, é verdade. Agora, não digo amo-te facilmente, agora não confio na maior parte das pessoas, agora já não choro tão facilmente... Aprendi a crescer, aprendi a não ligar a certos comentários, aprendi a ignorar, aprendi a não sentir. É frustrante não saber o que sentes, mas de certa forma, ás vezes até é melhor.
Sou assim, sou como sou, não sou como ninguém. Se me orgulho de quem sou? Ás vezes sim, outras vezes não, mas, é a vida. And life it what it is.
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